Constata-se haver ultimamente por parte dos nossos conterrâneos um maior interesse na história e nos monumentos da nossa terra e, como resultado disso, vão-se multiplicando pequenos artigos publicados um pouco
por todo lado, de publicações escritas à Internet.
Não fugindo à regra também eu decidi escrever algo sobre o assunto, e explanarei no meu texto algumas
considerações sobre a Ponte de Cavez (a Ponte Grande).
Há tempos atrás, porque sei que ele é senhor de uma bela escrita, pedi ao meu amigo Jorge Martins que
escrevesse um artigo para o BIC, e esclarecesse este assunto. Ele fê-lo, mas, considero eu, foi algo comedido,
razão que me levou a debruçar sobre o tema.
Por norma evito escrever pois, segundo parece, tenho uma escrita algo corrosiva. Mas vou tentar moderar-me ao dissertar, tentando não melindrar ninguém.
Voltando ao tema, a Ponte de Cavez é um monumento classificado. É, todos sabemos, o monumento mais importante do concelho de Cabeceiras de Basto, único classificado como Monumento Nacional.
Pesquisando sobre o tópico facilmente constatamos que, fundamentalmente na Internet mas não só, também em muitos textos impressos (livros, panfletos etc.) se encontram muitas incorreções quando descrevem a história
desta ponte.
A maioria daqueles escritos têm origem em pessoas bem-intencionadas mas que notoriamente não fizeram um trabalho de fundo sobre o assunto, limitaram-e a fazer copy paste de algumas das coisas que vão lendo sem
se certificarem da sua autenticidade.
Este desabafo tem essencialmente a ver com o erro que considero crasso que cometem a maior parte dos que escrevem sobre a Ponte de Cavez pois referem que, Frei Lourenço Mendes construtor da Ponte ali morreu e foi
sepultado quando esta foi terminada.
Em nada esta afirmação corresponde à verdade!
O que mais exaspera, é que além dos muitos “curiosos” que escrevem sobre o assunto, também nos organismos oficiais se cometa reiteradamente os mesmos erros.
Bastará a qualquer um de nós consultar os vários escritos da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto ou do museu das Terras de Basto, onde a ponte é mencionada para isso constatar.
Exemplos disso encontram-se inclusivamente na internet, nas páginas dos sites destas duas entidades:
- Na página do sítio da Câmara Municipal sobre Cavez; http://cabeceirasdebasto.pt/67, consta o seguinte: “ … Mestre Lourenço Mendes sente tamanha alegria que morre fulminado por uma congestão, debaixo dos arcos
da sua ponte. Por acordo unânime das autoridades civis e eclesiásticas, o povo, agradecido, ali abre o túmulo do mestre e nele grava a inscrição: "Esta é a ponte de Cavez e aqui jaz quem a fez.”
- Já no sitio da internet do Museu Terras de Basto na página sobre a Lenda da Ponte de Cavez; https://museuterrasbasto.wordpress.com/2014/09/11/lenda-da-ponte-de-cavez/, na introdução à lenda é referido o seguinte:
“ Dados históricos apontam o século XIII como data de construção da Ponte de Cavez a qual atravessa o rio Tâmega e liga entre si as províncias do Minho e de Trás-os-Montes. Tal obra, de grande envergadura,
teria tido como pedreiro Frei Lourenço Mendes, monge dominicano, ao qual se atribuem grandes milagres durante a realização da obra.”
Então meus senhores! Tenham tino!
Bastar-lhes-ia ter consultado a documentação existente sobre o assunto e utilizarem um predicado que todos deveríamos possuir, bom senso, para saberem que Frei Lourenço Mendes não foi nem o mestre da obra e
muito menos um pedreiro.
Aquela obra, como qualquer outra daquela envergadura, teve muitos pedreiros e vários mestres, mas o “Mestre” da obra, ou melhor dizendo o seu arquiteto, terá sido Martin Esteves vulgo Martin Marra, e este sim é possível
que ali tenha morrido e sido sepultado.
Certo é no entanto que desta morte e da existência da campa não existem provas e autores há que põem em duvida a sua veracidade, remetendo esse dito para a lenda.
Lourenço Mendes foi a pessoa que mandou construir a Ponte de Cavez.
Podemos então considerá-lo o promotor, ou seja, a pessoa que fomentou a sua construção e angariou os meios necessários para esse efeito, desde os materiais, à mão de obra e aos recursos financeiros.
Em termos de trabalho físico, aquele com que poderá ter contribuído para a construção da obra, na sua qualidade de monge dominicano, terá sido o empenho vocal de que necessitou para recitar algumas rezas, ladainhas e
sermões durante as vezes em que visitava o empreendimento.
Lourenço Mendes, era filho de Pero Martim de Chacim, pagem-de-lança de el-rei D. Afonso II “O Gordo” e de Dona Maria Mendes Petite, oriunda do insigne solar de Goldrães, a nossa atual Gondiães.
Ambos os cônjuges, seus progenitores, pertenciam à mais ilustre e antiga nobreza afonsina.
Nasceu na região de Basto num povoado denominado ao tempo de Vila Seca, hoje conhecido por Vilar de Cunhas.
Garboso e jovem cavaleiro após guerrear os mouros regressa a Villa Seca, e numa visita ao Solar dos Caçus, reencontra a filha do Senhor de Reboredo e Pedraça, Dulce Barroso sua companheira de infância, por quem se
terá apaixonado.
No regresso de uma visita que Sancho-o-capelo terá feito Chaves acompanhado pelos senhores de Caçus e de Vila Seca, a travessia do rio em Cavez foi trágica e terão morrido ali duas pessoas, uma das quais a amada
Dulce Barroso.
O desgosto sentido poderá ter estado na origem do recolhimento religioso de Lourenço Mendes e da sua adesão à recém-criada Ordem de S. Domingos, e tais acontecimentos não serão alheios ao facto de vir
depois a empenhar-se na construção da ponte sobre o dito rio Tâmega (a Ponte de Cavez).
Frei Luís de Sousa refere-se a Frei Lourenço Mendes, considerando-o como membro da Ordem de S. Domingos, menciona-o como promotor da construção das pontes de Cavez e Orense, referindo que os seus restos
mortais terão sido recolhidos no mosteiro dominicano de Guimarães.
“Sanctus Frater Laurentius Menendius, qui in isto quiescit Conventu, fuit prædicator Apostolicus sanctæ vitæ et doutrinæ, et in multis partibus hujus regni gloriosè prædicavit. Eleemosynis etiam acquisitis pontem; qui
dicitur de Cavez, fecit ædificare...”
Frei Lourenço Mendes faleceu a 27 de janeiro do ano de 1280, tendo sido sepultado no convento da sua religião, em Guimarães, (Convento de S. Domingos) e o seu sepulcro colocado sobre o retábulo da Capela de
S. Tomás com a seguinte inscrição ”Hic sita Lourenti Mendes sunt ossa Beati”.
A Ponte de Cavez, como é comummente reconhecido foi construída no Século XIII, não é no entanto consensual a data de quando terá sido iniciada nem qual o ano do seu termo.
De acordo com os autores do Agiologio Luzitano estes, após particulares diligências, encontraram num pequeno arco de pedra um letreiro em parte gasto dos anos com a seguinte inscrição:
“Era MCCXXV ::: Menen-
dum ::: Presb. Me fecit”
Mas quanto a esta data, 1225, haveria que estabelecer a que calendário se reporta.
Como sabemos, durante séculos foi utilizado mais que um calendário. Até 1422, Portugal regeu-se oficialmente pela era de césar ou era hispânica, adotando a partir dai a era cristã e certo é que entre elas resulta uma diferença da 38 anos.
Assim esta era, 1225 deveria corresponder à era de Cristo sendo portanto 1263 da era de César.
Como digo, é complicado e algo aventuroso querer determinar o ano de construção (termino) da ponte, mas, face àquilo que se conhece, aceita-se que a ponte possa ter sido lançada sobre o Tâmega entre 1224 e 1264.
As referencias à ponte por doações de dinheiro para a sua construção, por parte de ilustres membros da igreja de Braga, podem encontrar-se em quatro testamentos:
- 17 de novembro de 1267 – Testamento de Estêvão Eanes, arcediago de Braga
“ Testamentum domni Stephanni Johannis archidiaconi Bracarensis In Christi nomine amen. Noverint universi quod sub Era Ma CCCa Va, XVo Kalendis Decenbris quoniam nichi<l> est certius morte et nichil incertius
hora mortis et quia pater familias nescit qua hora Dominus venturus sit ideo ego Stephanus Johannis archidiaconus Bracarensis in lecto egritudinnis constitutus compos tamen mentis mee condo et ordino testamentum
meum in hunc modum. Primo mando...et dimidium. Item ponti de Caves I morabitinum. Item leprosis …
- 20 de Maio de 1271 - Testamento de João Paris,cónego de Braga.
“In Christi nomine amen. Noverint universi quod sub Era Ma CCCa VIIIIa,XIIIo Kalendas Junii ego Johannes Paris canonicus Bracarensis facio testamentum meum de omnibus rebus meis mobilibus et inmobilibus. In
primis revoco testamentum meum sive testamenta si quod vel que factum vel facta apparuerit seu apparuerint ante istud. Item mando...in vita. Item ponti de Caves II morabitinos...”.
- 30 de Abril de 1278 - Testamento de D. Gomes Domingues, cónego de Braga.
”Testamentum domni Gomecii Dominici canonici Bracarensis In nomine Domini Nostri Jhesu Christi amen et in honore Sancte Marie matris ejusdem. Ego Gomecius Dominici canonicus Bracarensis sana mente et sensu
concedo testamentum meum de rebus meis mobilibus et inmobilibus quas nunc habeo. In primis eligo sepulturam meam ante monumentum patris mei domni Godini quondam decani ecclesie Bracarensis ob sui reverenciam
qui me nutrivit ibi ubi jacet Johannes Pelagii de Enfias. Et mandoTestamentum domni Gomecii Dominici canonici Bracarensis...Item ponte de Caves tres (?) de morabitinos...”.
- 30 de Abril 1291 – Testamento de Estêvão Pais, cónego de Braga.” Sabham quantos este stromento virem que na Era de mil e trezentos e oyteenta e cinque annos convem a saber viinte e tres dias do mes de Fevereyro
presente mim Joham Perez tabelliom de Bragaa e as testemonhas adeante scritas perdante os honrrados barões dom Vaasco Martinz chantre e dom Joham Paaez meestrescola e vigayros geeraaes na eygreia de Bragaa
do honrado padre e senhor dom Gonçalo pela mercee de Deus e da Sancta Eygreja de Roma arcebispo dessa meesma seendo em cabidoo pareceu o honrrado barom Gonçalo Vaasquez coonigo na dicta eygreja de Bragaa
e mostrou huum stromento de testamento de dom Stevam Paaez em outro... Item pontibus de Caves et de Ourens singulas libras...”
Aceitando-se que a construção da ponte terá tido início por volta de 1224, certo é que a sua construção se prolongou no tempo, situação absolutamente normal se atendermos à grandiosidade da obra, e por alturas de 1260
estaria ainda em construção.
São visíveis grafados nas pedras dos pilares da Ponte de Cavez, um vasto conjunto de símbolos, cujo significado honestamente não consigo interpretar.
Encontrei também numa das pedras na base do primeiro pilar, lado norte, uma gravação que considero curiosa e que julgo estará associada às várias mortes que deverão ali ter acontecido durante os trabalhos de construção.
Esta pedra tem gravado aquilo que parece ser duas pessoas, de cabeça para baixo com um símbolo,
que aparece isolado em muitas outras pedras, a meio.
A ponte sofreu ao longo dos anos poucas mas algumas alterações, mormente nos anos 70/80 do
século XIX com a construção da Estrada Real 32 e depois no final desse século com a adaptação
da mesma ao macdame.Examinando a estrutura é percetível que a ultima fiada de pedras não
respeita o padrão da construção, indiciando ter sido colocada posteriormente para altear o passadiço.
Em 6 de agosto de 1959, verificou-se um forte temporal cuja água acumulada convergiu no ribeiro
da Ferreira provocando uma enxurrada que rompeu na direção do tabuleiro da ponte concentrando
ali um enorme volume de água e detritos, cuja pressão o muro do lado jusante não aguentou tendo
caído.
Em 1960 para reparação destes estragos, a Direção de Estradas mandou fazer a obra que mais a terá desfigurado, pois acrescentaram cachorros em pedra para os dois lados da ponte, e colocaram os passeios e o
gradeamento em ferro.
A construção da ponte de Cavez, foi fundamental para o desenvolvimento de toda esta zona ao permitir
o transporte de pessoas e de mercadorias em condições normais durante todo o ano, o que antes não
era possível pois mesmo que ali já existisse uma ponte rudimentar em madeira a travessia do Tâmega
no inverno seria, como é óbvio, extremamente árdua e aventurosa.
A ponte ligou de forma permanente a região de Basto à de Aguiar e Pena, ambas à data regiões
importantes para o país, tornando permanente a transposição do Tâmega e dando assim uso pleno
ao caminho medieval, sendo a única, na zona, sobre o rio Tâmega – lembremos que ela é anterior à
construída depois em Amarante, alegadamente por S. Gonçalo).
O caminho em questão alegadamente de origem ulterior aos romanos, servia as regiões de Basto
e Aguiar e Pena, e a sua ligação destas terras a Guimarães.
Era portanto naquele tempo uma ligação essencial.
Embora não haja provas da sua construção pelos romanos, certo é que esse povo, quando da ocupação do território se dedicou à mineração e estando perante áreas mineiras com uma exploração à larga escala, como foi o
aso do conjunto mineiro de Chaves, Boticas e Montalegre e do de Jales/Três Minas em Vila Pouca de Aguiar, podemos deduzir da necessidade dos romanos fazerem transportar o resultado da mineração e é por isso
verosímil que o caminho de Cavez tenha origem romana.
Este caminho medieval que ligava Guimarães - Terras de Basto - Vila Pouca de Aguiar, poderá como já referido ter origem num caminho romano ou mesmo pré-romano que ligava os grandes castros da região de Braga e Guimarães aos castros das Terras de Basto como o Castro do Ladário em Ribas e o Castro de Santa Comba em Refojos de Basto, podendo daqui continuar para
a travessia do rio Cavez e daqui a Vila Pouca de Aguiar.
Embora não seja consensual que o caminho, que servia esta região e passava por Cavez, existia já no tempo dos romanos, certo é que era uma estrada muito importante naquela altura pois só assim se justifica a edificação
de tão grande e majestosa ponte cuja construção ficou com certeza extremamente onerosa a quem a mandou fazer.
De qualquer modo parece consensual que as pontes de Cavez são de construção posterior à época dos romanos e
que a Ponte sobre o Tâmega deverá ter sido construída após as Pontes sobre os Rios Cavez e Moimenta.
Saliente-se que a Ponte sobre a Ribeira de Moimenta “Ponte das Tábuas”, é monumento classificado IIP - Imóvel
de Interesse Público, Dec. nº 29/90, DR, 1ª Série, nº 163 de 17 julho 1990 - facto que, inexplicavelmente, não ocorre
relativamente à ponte sobre o Rio Cavez.
Retomando a Ponte Grande, devo dizer que não encontro lógica na afirmação de que a sua construção teria, como diz a
lenda, sido tentada noutros locais, nomeadamente devido aos vestígios existentes próximo da Quinta de vila Franca e da
foz do Rio de Cavez.
De facto bastará uma análise mais atenta aos locais referidos para se constatar que aquelas
bases construtivas não têm qualquer similaridade com a que veio a ser a da construção da Ponte e não deverão sequer
ser contemporâneas desta, alem disso, se estudarmos os locais, particularmente o que se situa nas proximidades do Rio de
Cavez, no Poço dos Laranjais, facilmente entendermos que o local seria em tudo o menos aconselhável para ali se construir uma passagem, pois é ali que o Tâmega exibe maior massa de água sendo um dos locais do rio
com maior largura e profundidade. 
Se certo é que relativamente à construção existente nas proximidades de Vila Franca não encontro
justificação cabal, já quanto à existente próximo da foz do Rio de Cavez julgo tratar-se de um cais, cuja finalidade seria a acostagem de barcos de pesca, uso que, ainda me lembro, lhe
era dado pelo último pescador profissional do Tâmega e proprietário de um barco que meu pai
chegou a reparar, o Sr. Pimenta de Cavez.Continuando a falar de pontes, recorda-me que há dias
numa conversa amena com os nossos conhecidos Dr. Manuel Gonçalves
“Sr. Professor do Barão” e o Fernando Monteiro, fui por este último alertado para um facto
singular que, estando à vista de todos nunca ninguém lhe deu importância e eu até hoje
desconhecia.
Todos conhecemos a represa da levada do Sr. “Capitalista” que fornecia a água para o moinho
deste último. Hoje a represa já não tem o uso para que foi criada mas o local continua muito frequentado no verão pelos nossos jovens que o referenciam apenas por “A Presa”.
O facto singular que desconhecia é que a base da represa apresenta um arco perfeito idêntico àqueles com que no tempo dos romanos e na idade média se faziam as pontes sobre o qual a própria represa assenta.
Coisa estranha!
Não há nenhuma razão óbvia para se ter feito uma ponte para depois tapar a passagem da água
e criar em cima uma represa, pois em nenhuma circunstância se justificaria tal onerosa e árdua
empresa.
Então o que aconteceu?
Existia ali uma ponte e a sua estrutura foi depois usada para construir a represa!
Que ponte era e por que razão terá sido desativada e usada depois para os fins que ainda hoje
serve?
Seria uma primeira ponte, anterior mesmo à medieval existente mais abaixo que serve a calçada?
Se sim por que razão foi desativada e se construiu a outra?
Honestamente não sei. Embora tivesse ficado extremamente espantado com esta, para mim, descoberta, não tenho competência que me permita dar resposta a este enigma mas cá fica a indicação e pode ser que alguém,
mais sapiente, nos possa esclarecer o mistério.
O grande escritor e romancista Camilo Castelo Branco - 1.º Visconde de Correia Botelho, caminhou por estas pontes na sua juventude e visitou Cavez tendo estado na sua Igreja,”…gentis mocetonas eram aquelas energúmenas que eu vi na igreja de Cavês, em 1842. Há que anos isto vai!…” e foi romeiro na festa de S. Bartolomeu.
Foi com certeza essa vivencia e o conhecer das pessoas desse tempo que o levou a introduzir esta terra e os seus personagens, em obras de sua autoria como, (A Viúva do Enforcado, Maria Moisés e Noites de Lamego
“Como ela o Amava”).
Finalizando, penso que Cavez e a sua Ponte – Monumento Nacional, merecem todo o respeito.
Seria de muito bom senso que os responsáveis pela Câmara de Cabeceiras de Basto e pelo Museu Terras de Basto se dignassem corrigir as incorreções que constam dos seus registos, quanto mais não seja por se tratar de
organismos oficiais que se presume credíveis e onde muitas pessoas vão colher indicações que tomam por fiáveis e depois reproduzem em artigos de opinião, multiplicando e perpetuando dessa forma estas inverdades.
O nome Cavez aparece no texto com diversas grafias.
Isto deve-se ao facto de querer colocar a forma como o nome está escrito em cada um dos documentos referenciados, (não consta no texto a forma escrita mais antiga, encontrada nos testamentos da Condessa
D. Elvira da Faia e no relato dos relíquias entregues a Frei Lourenço Mendes – Caues e Caaues). Independentemente das muitas formas que foram já utilizadas para escrever o nome da nossa terra, (Cavex, Caues,
Caaues, Caves, Cavês, Cavêz, Cavés e Cavez), tal não invalida no entanto que a forma que utilizo e que é a correta é a atual grafia “Cavez”.
Bibliografia:
CACEGAS, Frei Luís de - Primeira Parte da Historia de S. Domingos, Particular do Reino e Conquistas de Portugal
CARDOSO, Jorge - Agiologio Luzitano, dos Sanctos e Varoens Illustres em Virtude do Reino de Portugal e suas conquistas, Tomo I
FERRÃO, Prof. Arq. Bernardo; AFONSO, Dr. José Ferrão - A Evolução da Forma Urbana de Guimarães e a Criação do seu Património edificado
LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de Pinho - Portugal Antigo e Moderno, Volume II
MARQUES, José - O Culto de S. Tiago no Norte de Portugal
MARQUES, José - Viajar em Portugal nos Séculos XV e XVI
MORUJÃO, Maria do Rosário Barbosa - Testamenta Ecclesiae Portugaliae (1071-1325) História Religiosa – Fontes e Subsidios
PEREIRA, Francisco - Crónicas do Meu Retiro
SANTAMARIA, Francisco de - Anno Historico – Diario Portuguez, Noticia abreviada de pessoas grandes e cousas notaveis de Portugal, Tomo I
VALLADARES, António Canavarro de - Camilo e a Ponte de Cavez, Boletim de Trabalhos Históricos
VASCONCELOS, Duarte Nuno de Carvalho do Vale e - Cavez da Terra de Basto, Volume I
Dâmaso Pereira