HÁ 10 ANOS…
Continuando a nossa busca pelo baú do passado, repescando assuntos que mereceram destaque no nosso BIC, recuamos até 2008.
O BIC de junho desse ano dava um destaque especial à emigração, que vem marcando desde os anos sessenta a História de Cavez e de tantas outras terras do nosso país.
Fazia-se o historial da emigração, do êxodo da década de sessenta do século passado até ao presente, numa interessante crónica do nosso saudoso amigo e colaborador Francisco Pereira (Benfica) e o então emigrante Domingos Fernandes contava em longa entrevista a sua passagem pela Suíça, Israel e América.
Alvo de destaque noticioso foi o lançamento da 1ª pedra do novo Lar do Centro Social da Paróquia de Cavez. A cerimónia contou com a presença do então Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Dr. José Vieira da Silva e à qual não faltaram os autarcas do município e da Junta de Freguesia, bem como os párocos locais.
Aprovado o projeto do empreendimento ao abrigo do Programa PARES – Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais, a sua construção custou mais de um milhão de euros e destinava-se a albergar 20 utentes e um creche, tentando desta forma dar resposta à enorme lista de espera com que o antigo Lar se debatia.
Em pouco mais de dois anos a obra estava concluída e é hoje um importante equipamento de que a nossa terra se orgulha, pelo serviço de qualidade que presta aos seus utentes, idosos e crianças.
HÁ 20 ANOS…
O BIC de agosto de 1998 dava conta da cerimónia de inauguração do renovado Largo do Souto, em Cavez, após vários meses de obras de beneficiação.
A obra, a cargo da Câmara Municipal, tinha como objetivo transformar o antigo campo da feira e também o campo de futebol dos jovens da nossa terra antes do 25 de abril no verdadeiro centro cívico da nossa freguesia e na “sala de visitas” que Cavez ainda não tinha.
A cerimónia de inauguração foi abrilhantada pelos ranchos folclóricos de S. João Batista e “Camponeses de Arosa” e contou com a presença de diversas individualidades, nomeadamente a Vice-Governadora Civil de Braga, Dra. Maria do Céu Fernandes, os presidentes da Câmara, Eng. Joaquim Barreto, e da Assembleia Municipal, Valdemar Gomes, bem como o Presidente da Junta de Freguesia de Cavez, Alfredo Magalhães, e da Assembleia de Freguesia de Cavez, Eng. Eduardo Leal, e muitos populares.
O Padre José Barroso Pereira procedeu à bênção e ouviram-se os discursos da praxe. Foram descerradas lápides comemorativas do evento, uma delas referente ao arranjo urbanístico do Largo do Souto e outra, lavrada numa pedra colocada no meio do canteiro central do jardim com a inscrição “Cavez, povo de arte e de trabalho”, uma forma de homenagear publicamente todos aqueles que, com a sua ação nos mais variados setores de atividade, dignificaram a nossa terra.
O renovado Largo do Souto, agora pavimentado, ajardinado e iluminado, apresentava um aspeto mais digno e convidativo, enriquecendo toda a zona envolvente e passou a ser, pelo menos naquela altura, a “sala de visitas” de Cavez.
HÁ 30 ANOS…
O BIC de agosto de 1988 dava conta da abertura ao público da farmácia de Cavez, culminando da melhor forma um longo processo de quatro anos.
O posto médico de Cavez estava aberto desde 1984, funcionando nas instalações da sede da Junta de Freguesia de Cavez, mas a população via-se obrigada a dirigir-se ao Arco de Baúlhe ou a Cabeceiras para aviar as receitas passadas pelo médico do nosso posto, o que causava grandes transtornos aos doentes.
O nosso jornal foi ouvir o Presidente da Junta, Sr. António Melo, o homem que mais lutou para que a farmácia abrisse em Cavez e que confessou ao BIC terem sido quatro anos de “canseiras, aborrecimentos, esperanças e desilusões”, mas que tudo terminou a bem da população da freguesia.
António Melo falou dos diversos entraves colocados à abertura da farmácia na nossa terra, referindo que havia quem estivesse interessado em que ela não abrisse. No entanto, utilizou a sua influência junto das entidades oficiais para ultrapassar as burocracias e concluir o demorado processo.
O certo é que a farmácia de Cavez abriu portas no dia 3 de agosto, na Ferreirinha, bem perto do posto médico, para satisfação dos seus utentes.
O BIC de setembro do mesmo ano noticiava um surto de hepatite em Cavez, mais concretamente no lugar de Moimenta.
O surto detetado na nossa freguesia preocupava a população ali residente, tendo surgido oito casos de hepatite, atingindo crianças com idades compreendidas entre os dois e os quinze anos.
Os serviços da Delegação de Saúde de Cabeceiras de Basto procederam de imediato a um estudo sanitário do local, através de análises bacteriológicas dos fontenários que abasteciam o lugar de Moimenta.
Os exames laboratoriais efetuados concluíram que as águas se encontravam impróprias para consumo, tendo sido detetadas infiltrações de produtos poluentes nos lençóis de água.
A falta de esgotos era, afinal, a causa do surto de hepatite A no lugar de Moimenta e, em colaboração com os serviços da Câmara Municipal, foram estabelecidas normas e lançadas algumas medidas tendentes a remediar o problema.
Curiosamente, o mesmo número do BIC noticiava informação da Câmara Municipal segundo a qual tinha sido submetido a aprovação pelas instituições europeias, ao abrigo do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, o projeto de abastecimento de água à freguesia de Cavez e o saneamento de Cavez, a contemplar numa primeira fase os lugares do Fôjo, Pedral, Ferreirrinha e Pedernelos, até ao Baldarrão. No entanto, o Presidente da Junta, António Melo, garantia fazer os possíveis para estender a rede de esgotos pelo menos até ao centro da freguesia.
A freguesia de Cavez via assim tornar-se realidade um sonho antigo dos cavecenses e dava-se um passo em frente na modernidade, satisfazendo duas necessidades básicas de população, mas que, passados 30 anos, ainda não estão totalmente concretizadas.
Ainda no BIC de setembro de 1988, o nosso amigo e colaborador Fernando Carvalho prestava uma merecida homenagem a Manuel Pinto de Sousa, o conhecido “Pinto”, que na altura era famoso em Cavez e arredores pelos sucessos nas provas de atletismo e que ao serviço do Grupo Desportivo de Cavez conquistou numerosos troféus.
O Fernando folheava os exemplares do BIC que lhe chegavam a casa e via constantemente o nome do Pinto ali escrito.
E lá Pôde confirmar que o maior atleta que Cavez conheceu começou a 23 de agosto de 1975, no S. Bartolomeu, já com 25 anos de idade e não mais parou, tendo em pouco mais de uma dúzia de anos participado em 33 provas, das quais venceu 18, além de ter concluído muitas outras nos três primeiros lugares. Um palmarés invejável, que ninguém na região conseguiu igualar, pois prova onde o Pinto entrasse…era quase sempre para ganhar!
O Pinto defendeu sempre as cores do Grupo Desportivo de Cavez, tendo sido ganhas por ele muitas das taças que embelezam as prateleiras da sede do clube, mas chegou a fazer alguma corridas pela Casa do Povo de Cavez.
A carreira desportiva do Pinto não terminou em 1988 e continuou durante largos anos. No escalão de veteranos, continuou a representar o clube, embora perdendo algum fulgor devido à idade e sobretudo às lesões que passaram a atormentá-lo.
Além do atletismo, o Pinto chegou a fazer parte da equipa de futebol, mas aí a sua carreira foi mais curta.
Até hoje o Pinto continua a colaborar com o clube da sua terra, integrando o grupo das Janeiras e fazendo parte dos corpos gerentes.
A homenagem que Fernando Carvalho quis prestar ao Pinto era então inteiramente merecida, pela sua dedicação e pela forma prestigiante como durante muitos anos espalhou o nome de Cavez pelas terras onde correu.
HÁ 35 ANOS…
OVNI sobre Cavez’? Esta a pergunta que dava título a uma notícia publicada no BIC de setembro de 1983.
Eram cerca de duas horas e meia da madrugada do dia 4 de setembro. Quatro pessoas deslocavam-se a caminho do Esturrado quando, de repente, surgiu no céu um ponto luminoso que aumentou de tamanho e transformou o escuro da noite numa espantosa claridade, como se fosse dia.
O referido “Objeto Voador Não Identificado” deu então uma volta sobre si mesmo, desaparecendo rapidamente na direção do lugar de Pedernelos, deixando os quatro “avistadores” perfeitamente “embasbacados”!
E perguntava-se: Um OVNI em Cavez? Por que não? Se aparecem em tantos lados, por que não em Cavez?
A estranha notícia terminava com um apelo a outras pessoas que pudessem ter avistado o estranho objeto para que o dessem a saber, pois quantas mais fossem as testemunhas, mais verosímil se tornava a observação, como é natural.
Não temos conhecimento que outras pessoas tivessem avistado o OVNI, pelo que ficou sem se saber se era mesmo um objeto voador ou se o “avistamento” terá sido causado por outra coisa qualquer!!!