A sessão da Assembleia de Freguesia de Cavez realizada no passado dia 26 de abril, a primeira a que o BIC assistiu desde as eleições de setembro de 2017, decorreu em ambiente de grande cordialidade e viu aprovados por unanimidade todos os pontos da ordem de trabalhos, com destaque para as Contas de Gerência de 2017.
Com a receita a atingir os 101.842,56 € e a despesa a ser de 101.584,11€, o saldo de pouco mais de 250 euros passou para as contas de 2018, tendo a Junta decidido inclui-lo na verba de mais de 2.4500 euros já destinada ao alargamento de uma parte da rua do Esturrado.
Na parte final da reunião foram colocadas algumas questões aos elementos da Junta de Freguesia, que prestou os esclarecimentos solicitados.
Assim, José Serrão, da bancada do PS, abordou algumas questões relacionadas com a realização de funerais na nossa terra, sugerindo à Junta a compra de um carrinho para transporte das urnas, que já se vê em muitas localidades. Referiu também que a funerária responsável por cada funeral devia fazer antecipadamente a escolha das pessoas que transportam as bandeiras no acompanhamento dos mortos ao cemitério, pois verifica-se muitas vezes que não há pessoas disponíveis e acontecem situações constrangedoras para as famílias, que poderiam ser evitadas.
Questionou também a Junta sobre a forma de pagamento ao coveiro, tendo respondido o Secretário Armindo Plácido que o coveiro se encontra coletado e trabalha a recibos verdes, sendo o pagamento do seu trabalho pago pela funerária à Junta, que depois paga ao coveiro.
José Serrão quis também saber o ponto da situação relativamente ao caso da “carvalha grande”, referindo-se à questão que envolve judicialmente o proprietário de uma casa construída naquele local da rua da Ferreirinha e a Junta de Freguesia.
Armindo Plácido referiu que a Junta foi notificada de um pedido de indemnização desse proprietário num valor superior a 44 mil euros, tendo a Junta contestado por discordar dessa decisão, lesiva dos interesses da freguesia.
O caso foi entregue a um advogado das Taipas e houve já uma sessão do julgamento no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, tendo sido ouvidas apenas as testemunhas do proprietário, nomeadamente o antigo Presidente da Junta de Cavez, António Melo.
As testemunhas da parte da Junta ainda não foram ouvidas e o Secretário da Junta mostrou-se convicto de que a decisão seja favorável à freguesia, mas alertou para o facto de, no caso de a decisão for favorável ao outro lado, a Junta verá parte da sua verba anual cortada, o que naturalmente limitará a ação da Junta e a realização de trabalhos essenciais à população local.
Ainda a este propósito, o ex-Presidente Augusto Teixeira, do PS, lamentou que na ação interposta pela Junta de Freguesia a que presidia sobre a propriedade do referido terreno da “carvalha grande” tenha tido um desfecho contrário aos interesses da freguesia, salientando que consultou na ocasião as pessoas mais idosas da freguesia, que foram unânimes em reconhecer que aquele terreno era público, lamentando que houvesse pessoas a dizer falsidades no julgamento que levaram a que não fosse dada razão à Junta.
Ezequiel Vilela, do IPC, alertou a Junta para a necessidade de colocar sinalização adequada nas vias que confluem junto ao Centro Comunitário.
O Presidente Paulo Guerra respondeu que há realmente alguns problemas com a sinalização e informou que a Junta vai comprar alguns espelhos para colocar nos locais mais problemáticos, lamentando também que a Câmara não esteja a responder às solicitações da Junta sobre este assunto, pois é da segurança das pessoas que estamos a falar.
Falou-se depois do imbróglio jurídico em torno do terreno junto ao Centro Comunitário, lamentando-se que um espaço que estava destinado ao domínio público e que obrigou mesmo a alterações no projeto de construção de habitações, tenha voltado a ser propriedade privada fruto de uma decisão da Câmara Municipal que agora ninguém quer assumir.
José Serrão lamentou que se façam muitos comentários sobre este assunto na nossa freguesia, muitas vezes sem conhecer a realidade dos factos, instando o Presidente da Junta a questionar a Câmara e obter dados concretos para informar a população.
Numa coisa todos estiveram de acordo: é à Câmara que compete resolver o problema que criou e pagar as indemnizações a que eventualmente alguém tenha direito.
O Presidente da Assembleia de Freguesia, Rui Machado, sugeriu à Junta a colocação de placas turísticas a indicar a localização dos principais pontos de interesse da nossa freguesia para esclarecer os visitantes, mas alertou para o facto de a sinalização obedecer a regras específicas.
Sobre as obras a realizar na freguesia, Paulo Guerra informou que deve avançar brevemente o saneamento entre o Carril e o cruzamento do Ribeiro do Arco, estando depois prevista a colocação de passeios e de um novo tapete entre o cruzamento e as Cortinhas.
O Presidente da Junta referiu ainda que a apresentação de projetos para financiamento comunitário está atualmente mais complicada, pois muitos desses projetos são apenas financiados em 50%, competindo o restante à Câmara, o que coloca problemas à autarquia e pode inviabilizar algumas obras. Mostrou-se no entanto convicto de que a nossa freguesa não será afetada.