Estreitar laços, promover a comunicação e o encontro de pessoas da mesma família, separadas por contingências da vida, será talvez a melhor forma de relembrar um dos valores humanos mais importantes da nossa sociedade, que é a família. Um valor muitas vezes votado ao esquecimento por força da separação e da distância, quando não por circunstâncias piores, mas enfim, eu não sou muito de tiradas filosóficas, mas a verdade é que, sem família não teríamos identidade, passado, presente e futuro, por isso a família é mesmo o pilar que sustenta a nossa existência.
Foi talvez este o pensamento que levou à realização, no dia 18 de Agosto deste ano de 2018, do primeiro convívio da família Martins, ou talvez deva dizer família Silva Martins, uma vez que, por cá, já existe há uns anos a esta parte, um convívio de uma outra estirpe dos Martins, prestigiada e honrosa família também de Cavez que muito prezo e da qual faz parte o nosso grande amigo Domingos Pires, que julgo ser aliás o mentor desse referido encontro familiar.
Eu cá por mim faço orgulhosamente parte de uma outra grande família, Silva por parte da minha mãe e Martins por parte do meu pai, que organizou este ano uma imensa reunião familiar, que permitiu o encontro de várias gerações da mesma família, numa jornada de convívio e confraternização que serviu essencialmente para reforçar os laços de amizade e união que caracterizam os Silva Martins.
Tios, irmãos, sobrinhos, primos, pais, filhos, cunhados, netos, todos os laços de parentesco possíveis, presentes no Centro Comunitário de Cavez, uma grande demonstração de afeto familiar que fez convergir, no mesmo dia e no mesmo espaço uma enorme catrefada de gente da mesma família, dispersa geograficamente por várias zonas do país e pelo estrangeiro, que de outra forma dificilmente se encontrariam em simultâneo.
Esta ideia de convívio teve como base o encontro, em Cavez, onde tudo começou, de todos os filhos dos meus pais, ou seja, eu e todos os meus irmãos e as respetivas famílias, uma ideia bem sucedida, já que, apesar de não poderem estar todos presentes (dois irmãos, por razões diversas) conseguimos reunir sessenta e oito pessoas da mesma família.
Alimentar os vínculos e as relações familiares serve para relembrar o amor e os laços indeléveis que nos unem pelo sangue que nos corre nas veias, para relembrar as memórias e recordar aqueles que são a essência da nossa existência.
Reunirmos, confraternizarmos, conhecermo-nos e dar-nos a conhecer, reforçarmos os nossos laços afetivos, foi também uma forma de homenagearmos aqueles que nos deram o ser, que fizeram de nós aquilo que somos hoje, os nossos pais. Por isso, o significado deste convívio foi muito mais profundo do que um mero evento de comes e bebes e conversas de circunstância, significou que somos família na verdadeira aceção da palavra.
Os bons momentos, as risadas e as memórias criadas no convívio, reforçaram a união dos membros da família, relembraram como é bom estarmos reunidos, ficarmos mais próximos, fazendo com que as relações familiares se tornem melhores. É certamente este o espírito que preside a todas as confraternizações familiares.
Pese embora um pequeno incidente relacionado com a saúde de um dos familiares, felizmente sem consequências de maior, o convívio foi um sucesso, pelo que depois disto, aguardo pelo próximo convívio da família Silva Martins e que aqueles que não puderam estar presentes neste o possam fazer no próximo, porque, embora correndo o risco de me repetir, como alguém disse e com razão, mais vale encontrarmo-nos nas festas do que apenas nos funerais.
Bem haja quem teve a ideia e bem haja quem se desunhou para que o convívio fosse possível (e eu sei quem foi), porque como disse atrás, foi uma tarefa muito difícil conseguir conciliar a disponibilidade de tantos, para os fazer convergir para o mesmo local e no mesmo dia.